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MDB reage à saída de Ana Paula e fala em ruptura com a própria história

Iris Rezende ao discursar ao lado da filha Ana Paula no diretório do MDB em Goiânia. Foto: Reprodução

A filiação de Ana Paula Rezende ao Partido Liberal (PL), além de sua confirmação como vice na chapa do senador Wilder Morais ao Governo de Goiás, provocou forte repercussão dentro do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Assim que o anúncio foi feito, ex-aliados históricos reagiram publicamente.

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Agenor Mariano critica decisão

Agenor Mariano foi um dos principais aliados nessa nova geração de políticos. Foto: Reprodução

Em primeiro lugar, o ex-presidente do MDB metropolitano, Agenor Mariano, classificou a saída como reflexo de “síndrome da realeza”. Segundo ele, a decisão teria sido motivada por uma visão personalista da política.

“A saída de Ana Paula do MDB resulta, politicamente, de uma síndrome da realeza”, afirmou. Além disso, ele ressaltou que o legado de Iris Rezende pertence ao partido e aos seus militantes. Ainda conforme Agenor, Ana Paula não apresentou formalmente um projeto político ao diretório estadual antes de deixar a sigla.

Interior também reage

Por outro lado, no Sudoeste goiano, o líder emedebista Manuel Cearense afirmou que a decisão surpreendeu aliados regionais. Segundo ele, não houve comunicação prévia aos diretórios do interior.

Além disso, ele destacou que Iris Rezende sempre atuou no campo do centro político. Dessa forma, questionou a aliança com um projeto que, na avaliação dele, se posiciona na extrema direita.

José Nelto fala em ruptura com a história

Também houve manifestação do deputado federal José Nelto, que acompanhou a trajetória de Iris Rezende por décadas. Para ele, o MDB sempre esteve ao lado do ex-governador em todas as disputas eleitorais.

“O MDB nunca faltou a Iris Rezende”, declarou. Portanto, na visão do parlamentar, a saída representa um afastamento da história construída dentro da legenda.

Debate sobre legado político

Daniel Vilela ao lado de Iris Rezende com a presença de Ana Paula em uma das reuniões no diretório do partido em Goiânia. Foto: Reprodução

Diante das manifestações, o episódio abriu um debate interno sobre o legado político de Iris Rezende. Enquanto Ana Paula aposta em um novo caminho partidário, parte expressiva do MDB sustenta que a trajetória do ex-governador está diretamente ligada à história da sigla.

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Assim, o movimento não apenas altera o cenário eleitoral em Goiás, mas também aprofunda divisões entre antigos aliados. Por fim, o episódio confirma que a disputa de 2026 começa marcada por embates que vão além das alianças partidárias e atingem o campo simbólico da memória política no Estado.

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