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Delegada alerta: “Existem outras possíveis vítimas” em caso de abuso em Catalão

Foto: Reprodução/Portal Catalão

A Polícia Civil de Goiás investiga um caso de suspeita de abuso sexual contra adolescentes em Catalão. A investigação envolve um homem de 39 anos e começou após vítimas procurarem as autoridades para denunciar os crimes.

De acordo com a delegada Marcela Magalhães, responsável pelo caso, a investigação teve início depois que uma das vítimas registrou uma ocorrência na Polícia Civil de Minas Gerais. Em seguida, o caso foi encaminhado para Catalão, onde os investigadores deram continuidade às apurações.

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Denúncia surgiu após vítima atingir a maioridade

Segundo a delegada, os supostos abusos ocorreram há alguns anos, quando as vítimas ainda eram menores de idade. No entanto, somente agora uma delas decidiu procurar a polícia.

Além disso, durante as investigações, os policiais identificaram uma segunda vítima. A partir dessas informações, a Polícia Civil passou a apurar a materialidade dos crimes e a possível autoria.

A delegada explica que esse tipo de situação costuma demorar a chegar às autoridades. Isso acontece porque os abusos normalmente ocorrem em ambientes privados e sem testemunhas.

Dra. Marcela Magalhaes é a delegada responsável pelas investigações. Foto: Arquivo/Blog do Badiinho

Celulares e computadores podem ajudar na investigação

Durante a operação realizada em Catalão, os policiais apreenderam celulares, computadores e documentos na casa do investigado.

Agora, os peritos vão analisar todo o conteúdo desses aparelhos. Segundo a delegada, o material pode trazer provas importantes e ajudar a esclarecer os fatos denunciados.


Justiça determinou apenas medidas cautelares

Mesmo com a investigação em andamento, o suspeito não foi preso. Segundo a delegada Marcela Magalhães, a polícia chegou a solicitar a prisão do investigado.

No entanto, a Justiça entendeu que os fatos ocorreram há mais de quatro anos. Por esse motivo, o juiz considerou que não havia contemporaneidade suficiente para decretar a prisão preventiva.

Assim, a Justiça determinou apenas medidas cautelares.

Além disso, o Judiciário proibiu a divulgação da identidade do investigado neste momento. A Justiça só poderá analisar esse pedido novamente após a conclusão do inquérito.


Polícia acredita que podem existir outras vítimas

Atualmente, a investigação apura denúncias de duas vítimas. Entretanto, a Polícia Civil acredita que outras pessoas possam ter passado pela mesma situação.

Por isso, a delegada pede que possíveis vítimas procurem a delegacia. Segundo ela, cada denúncia resultará em um inquérito policial específico.

Dessa forma, a polícia conseguirá investigar cada caso de forma individual.


Delegada pede apoio e respeito às vítimas

Por fim, a delegada destacou que muitas vítimas demoram anos para denunciar crimes de abuso. Em muitos casos, elas só percebem a gravidade do ocorrido após atingir maior maturidade.

Além disso, o medo, a vergonha e até ameaças podem dificultar a denúncia.

Por esse motivo, a Polícia Civil pede que a população evite julgamentos e comentários que possam revitimizar quem decidiu procurar ajuda.

A delegada reforça que a Polícia Civil de Catalão está preparada para acolher as vítimas e investigar os crimes com responsabilidade.

As investigações continuam e devem avançar após a análise do material apreendido.

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