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Investigação de abuso contra adolescentes em Catalão: delegada explica por que suspeito não foi preso

Polícia Civil investiga suspeita de abuso sexual contra adolescentes em Catalão. Delegada Marcela Magalhães explica por que o investigado não foi preso durante a operação. Fotomontagem: Blog do Badiinho

A delegada da Polícia Civil, Dra. Marcela Magalhães, responsável pelas investigações sobre suspeitas de abuso sexual contra adolescentes em Catalão, explicou em contato por telefone com o repórter Badiinho Moisés por que o investigado de 39 anos não foi preso durante a operação realizada na última sexta-feira (13).

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Segundo a delegada, os casos investigados teriam ocorrido há cerca de quatro a cinco anos. Atualmente, as vítimas que prestaram depoimento já são maiores de idade. Por isso, a Justiça entendeu que não havia situação de flagrância ou contemporaneidade que justificasse a prisão preventiva neste momento.

“Os casos dos quais temos notícia aconteceram há quatro ou cinco anos. As vítimas hoje são maiores e resolveram denunciar agora. Então o juiz entendeu que não havia contemporaneidade”, explicou a delegada ao Blog do Badiinho.

Polícia cumpriu mandados de busca

Mesmo sem prisão, a Polícia Civil realizou diligências e cumpriu mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados ao investigado. Um dos locais fica na área urbana de Catalão e o outro em uma propriedade rural.

Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, computadores, cartas, anotações e outros dispositivos eletrônicos, além de documentos. Agora, todo o material passará por análise pericial.

Com isso, os investigadores esperam reunir novas provas e esclarecer completamente os fatos. Além disso, o material apreendido pode indicar a existência de outros possíveis crimes.

Investigação envolve jovens da igreja

De acordo com as investigações, o suspeito teria se aproveitado da posição de liderança religiosa e da relação de confiança com jovens frequentadores da igreja.

Segundo os depoimentos colhidos pela polícia, essa proximidade teria facilitado a prática dos abusos. Conforme os relatos, os crimes teriam ocorrido dentro da residência do investigado.

Justiça determinou medidas cautelares

Apesar de não ter sido preso, o investigado precisará cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça.

Entre as determinações estão:

Polícia pede que outras vítimas procurem a delegacia

Além disso, a Polícia Civil pede apoio da comunidade para o avanço das investigações. Segundo a delegada Marcela Magalhães, é importante que outras possíveis vítimas procurem a polícia, principalmente se os fatos forem recentes.

Dessa forma, novas denúncias podem fortalecer a investigação e permitir o aprofundamento do caso.

Quem tiver informações pode procurar a 2ª Delegacia Distrital de Polícia de Catalão ou enviar mensagem para o WhatsApp (62) 99506-5025. A Polícia Civil garante sigilo absoluto e preservação da identidade das vítimas e denunciantes.

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