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“Preso não manda”, diz diretor após transferência de 60 detentos de Catalão

A Polícia Penal de Goiás transferiu 60 detentos do presídio de Catalão após identificar risco de confronto entre grupos rivais. A operação ocorreu no sábado (22) e, segundo a corporação, teve caráter preventivo.

Nesta segunda-feira (24), o diretor-geral da Polícia Penal de Goiás, Josimar Pires, afirmou que a corporação poderá repetir a medida caso surjam novas situações de tensão em outras unidades do estado.

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“Preso não manda no sistema prisional de Goiás”, declarou.

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Polícia Penal identificou risco de motim

Segundo Josimar, a tensão começou na sexta-feira (21), quando presos de grupos rivais entraram em conflito. Além disso, a inteligência da Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP) identificou uma articulação para ampliar a confusão durante o banho de sol do dia seguinte.

Diante disso, a Polícia Penal antecipou a intervenção e realizou as transferências no sábado. A corporação enviou oito detentos apontados como líderes da movimentação para o núcleo de custódia.

Além deles, outros presos seguiram para unidades da 4ª Coordenação Regional, que inclui cidades como Pires do Rio e Caldas Novas.

Goiás não separa presos por facções

Risco de motim levou a Polícia Penal a transferir 60 presos de Catalão. DGPP afirma que manterá rigor para garantir a ordem nos presídios. Foto: Reprodução/TV Anhanguera

De acordo com o diretor-geral, alguns detentos tentavam forçar a separação de presos conforme a ligação com grupos criminosos. No entanto, o Governo de Goiás mantém uma política que não divide as unidades em alas controladas por facções.

Segundo Josimar, a Polícia Penal adotou esse modelo há cerca de dois anos. Por isso, a corporação pretende manter a mesma postura diante de tentativas de pressão dentro dos presídios.

A tensão atingiu apenas uma das quatro alas do presídio de Catalão. Ainda assim, o diretor afirmou que a resposta serviu como exemplo para as demais unidades.

“Criminoso não manda em Goiás. Ficou de exemplo para as outras unidades”, afirmou.

Envolvidos podem sofrer sanções disciplinares

A Polícia Penal também abriu procedimentos administrativos para apurar a conduta dos detentos envolvidos.

Caso a administração penitenciária confirme as faltas disciplinares, os presos poderão sofrer consequências no cumprimento da pena. Entre elas, pode ocorrer alteração na contagem de prazos para benefícios, o que pode adiar a progressão de regime ou a soltura.

Por fim, a DGPP reforçou que continuará adotando transferências e outras medidas preventivas sempre que identificar riscos à segurança, à disciplina e à ordem dentro das unidades prisionais de Goiás.

Badiinho Moisés
Badiinho Moisés
Blogueiro há 15 anos, proprietário da empresa Badiinho Publicidades, e também repórter de rádio e televisão na emissora Cultura FM 101,1, em Catalão-GO.

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