O secretário de Estado da Saúde de Goiás, Rasível dos Reis, rebateu críticas sobre uma suposta fila de mais de 100 mil pacientes à espera de cirurgias eletivas. Segundo ele, atualmente cerca de 25 mil pessoas aguardam pelos procedimentos no Estado, com tempo médio de espera de 85 dias.
Em entrevista ao jornalista Altair Tavares, Rasível explicou que Goiás adotou uma fila única para organizar a demanda em todo o Estado. Dessa forma, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) consegue definir prioridades conforme a necessidade de cada paciente.
Goiás realizou 35 mil cirurgias eletivas em 2025
De acordo com o secretário, Goiás realizou cerca de 35 mil cirurgias eletivas em 2025, além dos procedimentos de urgência. Atualmente, a rede estadual faz quase 3 mil cirurgias eletivas por mês.
Rasível comparou os números com os registrados em 2018. Segundo ele, naquele período, antes da gestão do ex-governador Ronaldo Caiado, eram realizadas aproximadamente 2,1 mil cirurgias por ano.
Além disso, o Estado passou a priorizar cirurgias definitivas em pacientes vítimas de acidentes de trânsito. A medida busca evitar que pessoas com fraturas precisem passar inicialmente pela colocação de fixadores externos e, posteriormente, retornem à fila para uma nova cirurgia.
Tempo médio de espera é de 85 dias, diz secretário
Conforme Rasível, o tempo médio de espera por uma cirurgia eletiva em Goiás está em 85 dias. Entre as principais demandas estão procedimentos nas áreas de ortopedia, vascular e oftalmologia.
Segundo o secretário, o governo trabalha junto aos prestadores para reduzir ainda mais esse período. No entanto, uma das dificuldades está na contratação da rede privada.
Rasível afirmou que, para determinados procedimentos, o Estado chega a oferecer valores quatro ou cinco vezes superiores aos previstos na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda assim, segundo ele, há dificuldade para encontrar prestadores interessados.
Estado amplia cirurgias de alta complexidade
O secretário também destacou os procedimentos de alta complexidade realizados pela rede estadual. No Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), por exemplo, são feitas mensalmente entre 18 e 20 cirurgias cardíacas infantis e neonatais, conforme os dados apresentados por Rasível.
Além disso, a rede realiza cirurgias cardíacas em adultos, procedimentos envolvendo órteses e próteses, além de cirurgias de aorta e vasculares.
Paralelamente, o governo busca ampliar a capacidade cirúrgica no interior. Para acompanhar os atendimentos, a SES-GO utiliza ferramentas tecnológicas de monitoramento e gestão das informações clínicas.
Investimento estadual em saúde chegou a R$ 5,5 bilhões
Durante a entrevista, Rasível também apresentou números relacionados aos investimentos do Governo de Goiás na saúde. Segundo ele, em 2018, o Estado destinou R$ 2 bilhões ao setor, o equivalente a 12,11% do orçamento.
Já em 2025, o investimento alcançou R$ 5,5 bilhões, correspondendo a 15,36%. De acordo com o secretário, os recursos acompanham a estratégia de regionalização dos serviços e ampliação da assistência.
Pacientes podem acompanhar posição na fila
Rasível afirmou ainda que os pacientes conseguem acompanhar a posição na fila de cirurgias. Segundo ele, o sistema também permite o acompanhamento de atendimentos de urgência.
Além disso, a Secretaria utiliza o WhatsApp para enviar informações sobre consultas, cirurgias e retirada de medicamentos no Centro Estadual de Medicação de Alto Custo Juarez Barbosa (CEMAC).
A tecnologia também integra iniciativas como a rede Nascer em Goiás, voltada ao acompanhamento de gestantes e crianças. Conforme Rasível, o Estado já utiliza ferramentas digitais para melhorar a comunicação com os pacientes e organizar o acesso aos serviços.
Por fim, o secretário defendeu a gestão permanente da fila, já que novos pacientes entram diariamente no sistema. Segundo ele, a prioridade clínica é um dos principais critérios utilizados para definir a ordem de realização das cirurgias.
Com informações do Diário de Goiás





