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Catalão e região acompanham debate sobre redução da malha ferroviária da FCA

A proposta de renovação antecipada da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), operada pela VLI, acendeu um alerta entre lideranças políticas e econômicas do Sudeste Goiano. A preocupação surgiu após o Governo Federal confirmar a devolução de mais de 3 mil quilômetros de trilhos à União.

Atualmente, a FCA possui mais de 7 mil quilômetros de extensão. Porém, com a renovação, a malha deverá cair para pouco mais de 4 mil quilômetros.

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O economista Júlio Paschoal criticou a proposta e afirmou que o país pode sofrer um retrocesso logístico. Segundo ele, a ferrovia foi essencial para o crescimento de municípios como Catalão, Goiandira, Pires do Rio, Orizona, Silvânia e Anápolis.

“Estamos vendo um tiro no pé. Em vez de ampliar e modernizar a malha ferroviária, o país discute sua redução”, afirmou.

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Além disso, Júlio Paschoal criticou a falta de debates mais amplos sobre o tema. Para ele, os representantes políticos da região precisam participar mais da discussão.

O economista também alertou para o aumento da dependência do transporte rodoviário. Segundo ele, isso pode ampliar os custos logísticos e aumentar os impactos de crises internacionais.

Ex-prefeito de Goiandira faz alerta

Estação ferroviária na cidade de Goiandira. Foto: Carlos Duarte/SD News

O ex-prefeito de Goiandira, Erick Marcus, também demonstrou preocupação com o futuro da ferrovia. Segundo ele, existe risco de desativação do trecho entre Roncador (GO) e Brasília (DF).

Erick destacou que a chegada da ferrovia foi fundamental para o desenvolvimento econômico de várias cidades do Sudeste Goiano.

“No primeiro capítulo da minha tese de doutorado eu abordo justamente a importância da ferrovia para o desenvolvimento da nossa região”, afirmou.

Segundo Erick Marcus, a linha ferroviária atual conecta Brasília ao Porto de Santos. Além disso, ela também possui ligação com a Ferrovia Norte-Sul e com o Porto de Itaqui, no Maranhão.

Durante conversa com o jornalista Abadio Moisés Filho, do Blog do Badiinho, Erick explicou que Catalão e Goiandira não devem perder seus trechos ferroviários.

Por outro lado, ele afirmou que os investimentos em melhorias estruturais estão abaixo do necessário há vários anos.

Segundo Erick Marcus, a capacidade da malha ferroviária já não atende toda a demanda da região.

“Hoje apenas uma parte do fosfato segue pela ferrovia porque a estrutura não suporta toda a demanda. O restante do fosfato e o nióbio seguem para o Porto de Santos por caminhões”, afirmou.

Governo negocia renovação bilionária

Conforme matéria publicada pela Folhapress, o Ministério dos Transportes negocia a renovação antecipada da concessão da FCA com a VLI.

A proposta prevê investimentos de R$ 27,6 bilhões nos próximos 30 anos.

Hoje, a FCA opera 7.220 quilômetros de linhas ferroviárias em estados como Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Espírito Santo, Sergipe, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Entretanto, a nova modelagem prevê a devolução de 3.110 quilômetros de trilhos considerados inativos ou sem viabilidade econômica.

Entre os trechos que sairão da concessão está a linha entre Roncador (GO) e Brasília (DF).

Mesmo assim, o Governo Federal afirma que os recursos serão usados na recuperação estrutural da malha ferroviária e na modernização dos trilhos.

Além disso, a proposta inclui investimentos em obras para reduzir conflitos urbanos em 46 municípios. O novo contrato também prevê espaço para operação futura de trens de passageiros em alguns trechos da malha ferroviária.

Badiinho Moisés
Badiinho Moisés
Blogueiro há 15 anos, proprietário da empresa Badiinho Publicidades, e também repórter de rádio e televisão na emissora Cultura FM 101,1, em Catalão-GO.

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