O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto, encerrou a sessão ordinária da manhã desta quinta-feira (7) após uma intensa discussão entre os deputados estaduais Major Araújo e Amauri Ribeiro, ambos filiados ao PL. Os parlamentares trocaram ofensas, ameaças e precisaram da intervenção de assessores e seguranças dentro do plenário.
Discussão começou após críticas a Wilder Morais
O conflito entre os deputados ganhou força no início desta semana. Tudo começou quando Amauri Ribeiro criticou a ausência do senador Wilder Morais na votação da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, Amauri citou informações divulgadas pela GloboNews sobre a liberação de R$ 21 milhões em emendas parlamentares destinadas ao senador antes da votação. A declaração provocou reação imediata de Major Araújo na sessão seguinte.
Ao usar a tribuna, Major afirmou que Amauri Ribeiro tenta enfraquecer a pré-candidatura de Wilder Morais ao Governo de Goiás. Em seguida, também acusou o colega de atuar politicamente em favor do governador Daniel Vilela e do ex-governador Ronaldo Caiado.
Sessão terminou após troca de ameaças
O clima esquentou ainda mais na sessão desta quinta-feira. Durante a discussão, Amauri Ribeiro chamou Major Araújo de “burro”. Logo depois, Major reagiu com novas ofensas e relembrou episódios anteriores envolvendo Amauri e a deputada Bia de Lima.
Na sequência, os dois deputados trocaram provocações e ameaças de agressão física. Diante da situação, Bruno Peixoto decidiu encerrar imediatamente a sessão ordinária da Alego.
Mesmo após a suspensão dos trabalhos, os parlamentares continuaram discutindo no plenário. Assessores e seguranças precisaram intervir para evitar uma briga física entre os deputados.
Disputa interna no PL aumenta tensão
Além da troca de acusações envolvendo a sucessão estadual em Goiás, a briga também reflete uma disputa interna dentro do PL. Major Araújo nunca concordou com a entrada de Amauri Ribeiro no partido e, desde a filiação do colega, demonstra resistência ao seu crescimento político na legenda.
Por outro lado, aliados do PL avaliam que a presença de Amauri Ribeiro na chapa pode aumentar a concorrência interna por vagas nas eleições deste ano. Dessa forma, o conflito também envolve interesses eleitorais e disputas por espaço político dentro do partido.
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