O senador goiano Wilder Morais (PL) ainda não se pronunciou após o encontro que manteve com o ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã deste sábado (14), em Brasília. O silêncio do parlamentar alimenta dúvidas nos bastidores da política goiana: Bolsonaro autorizou, de fato, a candidatura própria de Wilder ao Governo de Goiás?
Integrantes do PL em Goiás afirmam que o ex-presidente teria dado sinal verde para que o senador dispute o Palácio das Esmeraldas. No entanto, até o momento, Wilder evita confirmar publicamente qualquer decisão. A postura cautelosa levanta questionamentos sobre a estratégia adotada pelo senador e o timing para anunciar — ou não — a pré-candidatura.
O encontro ocorreu na unidade prisional conhecida como Papudinha e contou com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, conforme acordo interno do Partido Liberal, o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, delegou a Bolsonaro as decisões estratégicas sobre as disputas eleitorais.
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Se o aval realmente ocorreu, a movimentação pode redesenhar o cenário político em Goiás. Uma candidatura própria afastaria Wilder do grupo do governador Ronaldo Caiado (PSD), que trabalha a pré-candidatura do vice-governador Daniel Vilela (MDB). Antes, aliados cogitavam uma composição envolvendo o senador e a base governista. Agora, porém, o silêncio de Wilder mantém o suspense e amplia as especulações sobre os próximos passos do PL no estado.

