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Catalão registra mais de 320 mm de chuva em janeiro e risco de novos temporais aumenta

Mais uma vez, o município de Catalão registrou volumes elevados de chuva nesta semana. Entre os dias 21 e 22 de janeiro de 2026, a cidade acumulou 69 milímetros de precipitação em um intervalo de 24 horas. Os dados são oficiais do Laboratório de Climatologia do IGEO/UFCAT, com base em informações da Estação Automática do INMET.

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Com esse novo episódio de chuva intensa, o acumulado de janeiro já alcança 320,6 milímetros até o dia 22. Esse volume corresponde a aproximadamente 118% da média climatológica mensal, estimada em 272 milímetros. Dessa forma, o mês segue com precipitação acima do normal, o que aumenta o risco de impactos urbanos e ambientais.

Altos volumes também atingem cidades da região

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Além de Catalão, outros municípios do Sudeste Goiano também registraram chuvas expressivas. Em Ipameri, por exemplo, o acumulado de janeiro chegou a 278,4 milímetros, valor que representa cerca de 102% da média histórica mensal.

Além disso, chama atenção o volume registrado no dia 6 de janeiro, quando Ipameri contabilizou 80,4 milímetros em apenas 24 horas. Ou seja, em um único dia choveu o equivalente a cerca de 30% do esperado para todo o mês.

Segundo dados do CIMEHGO, por meio do pluviômetro instalado no Corpo de Bombeiros, Catalão registrou 46,2 milímetros entre os dias 21 e 22. No mesmo período, outras cidades da região também tiveram acumulados significativos. Entre elas estão Davinópolis (80,2 mm), Anhanguera (58,8 mm), Três Ranchos (57,6 mm), Ipameri (55,8 mm) e Vianópolis (54,4 mm).

Atuação da ZCAS mantém instabilidade em Goiás

De acordo com o professor Rafael de Ávila Rodrigues, do Laboratório de Climatologia do IGEO/UFCAT, as chuvas estão diretamente associadas à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que segue influenciando as condições meteorológicas em Goiás.

Esse sistema, por sua vez, forma um corredor persistente de umidade. Assim, o ar úmido é transportado da região Amazônica para o Brasil Central e Sudeste. Como resultado, há aumento da nebulosidade e maior frequência de chuvas, muitas vezes com volumes elevados em curtos intervalos de tempo.

Risco elevado de temporais e transtornos urbanos

Diante da instabilidade atmosférica, o risco de tempestades severas é considerado alto. Nessas condições, os episódios de chuva podem vir acompanhados de:

  • Chuvas intensas, com taxas entre 20 e 40 mm por hora ou acumulados diários próximos ou acima de 70 mm;

  • Descargas elétricas (raios);

  • Rajadas de vento superiores a 60 km/h.

Por consequência, aumenta o potencial para alagamentos, enxurradas e elevação rápida do nível de córregos, além de transtornos no trânsito e em áreas urbanas. O risco é ainda maior em locais com sistemas de drenagem deficientes.

Monitoramento segue reforçado

Por fim, especialistas recomendam atenção redobrada dos órgãos de monitoramento e da Defesa Civil, bem como o acompanhamento contínuo das atualizações meteorológicas enquanto persistirem as condições associadas à ZCAS.

Da mesma forma, a população deve permanecer atenta, sobretudo em áreas mais suscetíveis a alagamentos, quedas de energia elétrica e danos estruturais.

As informações são do Laboratório de Climatologia do IGEO/UFCAT, com dados do CIMEHGO e do INMET.

Badiinho Moisés
Badiinho Moisés
Blogueiro há 15 anos, proprietário da empresa Badiinho Publicidades, e também repórter de rádio e televisão na emissora Cultura FM 101,1, em Catalão-GO.

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