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7 de outubro de 2019

DEMISSÕES NA MITSUBISHI PODEM PASSAR DE 100, DIZ CARLOS ALBINO, PRESIDENTE DO SIMECAT; IMPRENSA DA CAPITAL REPERCUTE CRISE NA MONTADORA DE VEÍCULOS DE CATALÃO

Números de demissões na montadora da Mitsubishi pode passar de 100 nos próximos dias. Afirmação é do presidente do Simecat, Carlos Albino. Foto: Reprodução

Na semana passada a montadora da Mitsubishi em Catalão, desligou dezenas de seus funcionários. Sem dar esclarecimentos, os números de desligamentos anunciados pela rádio peão são divergentes, algumas pessoas falam 30, 35 e outros em até 80 demissões, porém, tanto a empresa quanto o Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (SIMECAT), não deram números exatos do total de desligamentos.

Em entrevista para o programa Balanço Geral, da TV Sucesso (Rede Record), apresentado de segunda a sexta-feira pelo Jornalista Fernando Garcia, o presidente do SIMECAT, Carlos Albino, disse que foram pegos de surpresa com ligações de funcionários da empresa, que informaram as demissões. Albino também disse, que até então, não foram repassados a quantidade de desligamentos, mas que houve sim os desligamentos, afirmando ainda que esse número poderá chegar a 130 demissões.

“O assunto das demissões nós fomos surpreendido pelos trabalhadores, que ligaram e falaram que a Mitsubishi estava realizando demissões, porém nós não temos números exatos dessas demissões. Quando tivemos conhecimento, enviamos um ofício mais que rápido, pedindo a empresa para suspender as demissões, para que aguardem uma reunião, ou seja, para que conversássemos para uma alternativa que não fosse as demissões. Essa atitude nos assustou pelo seguinte, existia um acordo que venceu agora no último dia 30 de setembro, o qual tinha validade de 6 meses, com redução de salários, redução de carga horária, e ele era de 2 a 10% que estavam sendo descontados dos trabalhadores, então, esses 6 meses de instabilidades venceram, então ela voltou a demitir logo assim que venceu, e a previsão, após uma reunião com os trabalhadores que eles realizaram (empresa) com os trabalhadores no interior da fábrica, é que haverá mais demissões, e que a empresa não sabe o número exato, mas segundo um funcionário da empresa, serão 130, porém, exatamente e por escrito, a empresa não repassou nada ao Sindicato”, afirmou Carlos Albino, presidente do SIMECAT, Sindicato que representa os trabalhadores metalúrgicos na cidade.

Albino ainda informou que a empresa não poderia suspender as demissões porque não tinham ordem da direção da empresa.


ASSISTA A ENTREVISTA DE CARLOS ALBINO PARA O PROGRAMA BALANÇO GERAL: 

Na manhã desta segunda-feira (07/10), uma assembleia geral foi realizada na porta da montadora, porém, até a publicação desta matéria, a assessoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (SIMECAT) não havia se pronunciado a respeito dos resultados do evento. O Blog do Badiinho também tentou contato com o presidente do sindicato, Carlos Albino, mas não teve as ligações atendidas e nem retornadas até a publicação deste post. 

 

IMPRENSA DA CAPITAL DE GOIÁS REPERCUTE DEMISSÕES EM MASSA NA MITSUBISHI

Além do Blog do Badiiho e do Programa Balanço Geral da TV Sucesso (Rede Record), os principais jornais da capital do Estado de Goiás, também deram destaque para crise financeira na montadora da Mitsubishi, como o Jornal O Popular do Grupo Jaime Câmara, que confirmou o número de 35 demissões e ainda pontou alguns dos principais pontos para a demissão em massa na montadora de veículos. Leia abaixo:


MITSUBISHI VOLTA A DEMITIR FUNCIONÁRIOS EM CATALÃO

Linha de montagem da Mitsubishi, no município de Catalão: corte de funcionários. Foto: Tom Papp/Mitsubishi

A Mitsubishi Motors deve demitir mais de 100 funcionários que trabalham em sua unidade localizada em Catalão, no Sudeste do Estado. Na quarta-feira (2), mais de 35 trabalhadores já foram desligados, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (SIMECAT). Porém, segundo o sindicato, a empresa já teria sinalizado que o número de demissões pode passar de 100 nas próximas semana, o que deixou os funcionários apreensivos.

O presidente do SIMECAT, Carlos Albino, disse que foi pego de surpresa com a notícia, pois não recebeu nenhum comunicado da empresa sobre o assunto. Segundo ele, os desligamentos ocorreram em diversas áreas e cargos da indústria, incluindo gerentes e supervisores. “Há seis meses, estávamos com um acordo de redução de carga horária e salários (de 2% a 10%), que venceu no último dia 30”, destaca o sindicalista.

Carlos Albino conta que a empresa havia sinalizado que produziu 20 mil veículos em Catalão este ano, um volume que já era 10% menor que no ano passado. E já teria reduzido essa estimativa para 24 mil unidades. O motivo, segundo ele, seria a redução de R$ 7,5 milhões nos incentivos fiscais que a Mitsubishi recebe do Estado. “As empresas estão revoltadas com o governo estadual por interromper um acordo que estava em contrato até 2022. Com certeza, Goiás não irá receber novas empresas para gerar mais empregos”, ressalta o sindicalista.

Ele prevê que as demissões causem um prejuízo significativo para a economia de Catalão, neste momento de alto índice de desemprego. Na última quarta-feira (2), o SIMECAT chegou a fazer uma manifestação na porta da empresa, mas não teve sucesso. O assunto deve ser discutido no próximo dia 9, quando deve ocorrer uma reunião com representantes da montadora para tratar da campanha salarial.

Carlos Albino disse que o sindicato também não foi informado se os trabalhadores demitidos receberão algum tipo de benefício extra em suas rescisões, como um prolongamento dos planos de saúde ou alguma outra indenização compensatória. “Isso porque, pela nova lei trabalhista, as empresas não são mais obrigadas a fazer rescisões com a intermediação dos sindicatos dos trabalhadores”, lembra o sindicalista.

O advogado tributarista Flávio Rodovalho lembra que, pela lei da restituição dos incentivos fiscais, aprovada no fim do ano passado, as indústrias automotivas perderam 50% do crédito outorgado, que chegava a 92,65% para peças e a 98% para veículos. Além disso, todas as empresas também tiveram que arcar com uma taxação de 15% sobre a parcela incentivada nos programas para o protege. “Essas demissões são apenas um pequeno capítulo de uma tragédia anunciada”, diz Rodovalho.

Por meio de sua assessoria, a Mitsubishi afirmou que não comentaria o assunto. O governo de Goiás informou que, por se tratar de decisão interna da empresa, também não se manifestaria. (Fonte: O Popular).

 

Escrito por: Badiinho Filho