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15 de maio de 2019

ADOLESCENTE SE MATA APÓS RESULTADO DE ENQUETE NO STORIES DO INSTAGRAM

O caso aconteceu na Malásia, a menina pediu ao seus seguidores para escolherem e 69% votaram a favor da morte. Foto: Reprodução

Uma garota de 16 anos teria se matado na Malásia, depois de postar uma enquete em sua conta no Instagram perguntando aos seguidores se ela deveria morrer ou não, e 69% das pessoas votaram que ela deveria.

Segundo o relato do Guardian, a polícia malaia, que queria preservar o anonimato da menina, disse que a pesquisa mostrava a seguinte mensagem: “Realmente importante, ajude-me a escolher D [morte] / L [Vida]”. Sua morte levou Ramkarpal Singh, advogado e parlamentar do estado de Penang, no noroeste do país, a sugerir que aqueles que votaram nela para morrer poderiam ser culpados de incitar o suicídio.

“A garota ainda estaria viva hoje se a maioria dos internautas em seu perfil no Instagram a desencorajasse a tirar a própria vida? Ela teria prestado atenção ao conselho de internautas para procurar ajuda profissional se tivessem feito isso? O encorajamento daqueles internautas realmente influenciou sua decisão de tirar a própria vida? Como a tentativa de suicídio é uma ofensa neste país, segue-se que a cumplicidade de alguém para tentar o suicídio também pode ser”.

Em fevereiro, o Instagram proibiu imagens gráficas e conteúdo relacionado à autoagressão de sua plataforma, alegando a necessidade de manter seguros os usuários vulneráveis. A re4de social anunciou que irá lançar “telas de sensibilidade” para o bloqueio desse tipo de conteúdo. A mudança veio após o caso de Molly Russell, uma Inglês de 14 anos que cometeu suicídio em 2017. Segundo os pais da jovem, ela teria sido motivada por fotos vistas no Instagram.

Ching Yee Wong, chefe de comunicações, Instagram APAC, disse: “Temos uma grande responsabilidade para garantir que as pessoas que usam o Instagram se sintam seguras. Como parte de nossos próprios esforços, pedimos a todos que usem nossas ferramentas de denúncia e entrem em contato com os serviços de emergência se virem algum comportamento que coloque a segurança das pessoas em risco”.

Escrito por: Redação/Olhar Digital