• 64 99927 3817
anuncie

26 de janeiro de 2019

CATALÃO: EM 2004 REPRESA DA ANTIGA ULTRAFÉRTIL SE ROMPEU; CMOC INTERNATIONAL BRASIL EMITIU NOTA SOBRE BRUMADINHO

Indústria em Catalão: município teve acidente no ano de 2004 de menor escala. Foto: Zuhair Mohamad/Reprodução

Os municípios de Catalão e Ouvidor, detém de duas empresas mineradoras, sendo a CEMOC International Brasil e a Mosaic Fertilizante, as quais também possuem represas de rejeitos, fato que preocupou a população dos moradores de sítios e propriedades rurais próximas a estes dois municípios, e até mesmo de quem mora na área urbana destas duas cidades. Preocupações essas, que aumentaram após a repercussão da maior tragédia do setor mineral do país, registrada no início da tarde da última sexta-feira (25/01), em Brumadinho-MG, região metropolitana de Belo Horizonte, com números parciais de nove mortes e cerca de 400 pessoas desaparecidas, entre populares e operários da Vale do Rio Doce, isso até a manhã deste sábado (26/01). O rompimento da barragem em Brumadinho, já superou a tragédia da Samarco,  ocorrida em 2015 e registrou 19 mortes, deixando milhares de feridos e pessoas desabrigadas, que até hoje, lutam na Justiça para terem seus direitos assegurados.

Em Catalão, no ano de 2004, a represa de rejeitos da antiga Ultrafértil que já pertenceu a Vale e atualmente pertence a Mosaic Fertilizantes, também se rompeu, porém, devido aos declívios dos terrenos, os impactos foram bem memores do que as de Mariana-MG em 2015 e essa última catástrofe que aconteceu na cidade mineira de Brumadinho nessa semana.

Em novembro de 2015, ainda no ápice das repercussões da tragédia de Mariana, o Jornal O Popular, relembrou o rompimento da represa da antiga Ultrafértil em 2015.

A reportagem do jornal de maior circulação em Goiás, destacou que no carnaval de 2004, o rompimento da represa da mineradora deixou um rastro de lama e resíduos que acabou por afetar três rios da nossa região. Lembrando também que na época, o acidente atingiu pelo menos 7 quilômetros (Km) da área rural do município, condenando a pena de morte a fauna e flora da região afetada. Impacto que pôde ser percebido em uma área total de 180 hectares.

O Jornal destacou ainda, que o promotor responsável pelo caso, Dr. Roni Alvacir Vargas, afirmou que o acidente não foi tão grave por conta do material que escorreu – magnetita – da própria declividade do terreno. Ainda assim, foi preciso indenizar proprietários rurais próximos e fazer a compensação da flora perdida. Naquela ocasião, o Ministério Público (MP-GO) instaurou ação civil pública. Uma das ações solicitadas pelo órgão foi um projeto de reflorestamento das áreas de preservação permanente atingidas, incluindo as matas ciliares dos córregos Fundo, Gouvea e Garimpo, até o Rio São Marcos. A empresa teve de remover a lama das proximidades. Não houve vítimas fatais. A barragem acabou desativada.


Mineradora de nióbio em Catalão emite nota após a tragédia de Brumadinho-MG

Com a tragédia ocorrido na cidade mineira de Brumadinho-MG, onde uma barragem de rejeitos da Vale do Rio Doce se rompeu, deixando mortos, feridos e desabrigados, a população Catalana e Ouvidorense, usou as redes sociais para manifestarem suas preocupações com relação aos rejeitos das mineradoras da nossa região, fazendo com que no final da noite de ontem mesmo, a assessoria de comunicação da CMOC International Brasil, emitisse uma nota lamentando a tragédia de Brumadinho-MG. A nota diz ainda, que especialistas da empresa realizam diariamente, inspeções trimestrais na área externa e auditoria anual por especialista internacional, além de fazerem investimentos em dispositivos de segurança, como implantação das sirenes e holofotes em ledes. Leia a nota na íntegra:

 

Nota sobre o ocorrido em Brumadinho (MG)

 A CMOC Brasil lamenta profundamente o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) hoje, 25/01, e se solidariza aos envolvidos.

 A companhia informa que supera os requisitos mínimos estabelecidos pelas normas nacionais e internacionais em Segurança de Barragens para as suas operações Copebras e Niobras, em Catalão e Ouvidor (GO). Isso inclui uma equipe de manutenção dedicada, além de inspeções diárias por especialistas internos, inspeções trimestrais por empresa externa e auditoria anual por especialista internacional.

Diversos investimentos em tecnologia também foram realizados nos últimos anos, tais como a implantação de sistema de alarme audiovisual, composto por torres com sirenes e holofotes em LED e monitoramento online por meio de câmeras que abrange toda a extensão das barragens.

 Como uma empresa transparente e preocupada com a segurança de todos, a CMOC Brasil informa ainda que possui um Plano de Atendimento à Emergência e reforça seu compromisso com a integridade física dos seus empregados e comunidade local.

 

Escrito por: Badiinho Filho